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Comentadores da RUM arrasam CMB nos 40 anos da ASPA
Paula Nogueira exige um pedido de desculpas do presidente da Câmara Municipal de Braga à ASPA que na semana passada celebrou 40 anos de existência.
A Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Patromónio Cultural envolveu-se ao longo da sua história em diversas lutas cívicas. Este sábado, no programa da RUM Praça do Município, a deputada do Cidadania em Movimento na Assembleia Municipal de Braga, Paula Nogueira, criticou a postura de Ricardo Rio que se terá recusado a ceder a Torre de Menagem para uma exposição comemorativa dos 40 anos da ASPA, alegando que para aquele espaço estaria destinado uma outra exposição. Paula Nogueira contesta a forma como o processo foi conduzido (com a resposta da CMB a demorar meses a chegar) e arrasa Rui Ferreira, assessor da vereadora da Cultura na Câmara Municipal de Braga. Para a comentadora, depois de todo este processo, o presidente da Câmara Municipal de Braga “deve um pedido de desculpas” públicas à ASPA.
O comentador do PSD, João Granja saiu em defesa de Paula Nogueira nas críticas à vereadora da Cultura, Lídia Dias, e ao seu assessor, Rui Ferreira, salientando que esta postura prejudicou o próprio presidente da CMB.
O comentador do PS, Jorge Cruz concorda com as opiniões de Paula Nogueira e João Granja, mas acrescenta que o presidente da CMB é o primeiro responsável pela situação e vai mais longe: Ricardo Rio deve afastar “as maçãs podres” que estão com poderes no município.
A autarquia terá demorado seis meses a responder à ASPA que solicitou a Torre de Menagem para uma exposição evocativa dos 40 anos.
A Torre de Menagem foi ao longo de vários anos a sede da ASPA, entretanto deslocalizada a mando do anterior presidente, Mesquita Machado.
Henrique Barreto Nunes, um dos fundadores, publicou esta semana um texto na sua página pessoal no Facebook onde relatou o que aconteceu em torno das comemorações da ASPA e a comunicação estabelecida com a Câmara Municipal de Braga:
“Foi com muita alegria que estive na conferência de imprensa que assinalou o 40º aniversário da ASPA, ao lado Eduardo P. Oliveira (fundador, como eu), do Armando Malheiro, da Teresa Barbosa e do Manuel Sarmento. Mas estive, na Torre de Menagem, contrariado, devido ao modo como a Câmara Municipal (des)tratou a ASPA: depois de uma conversa prévia com o presidente da CMB, em finais de Abril foi formalmente solicitada a cedência da torre para a realização de uma exposição a partir de 29 Jan., data do aniversário.
Ficamos convencidos de que a solução seria pacífica. Porém 6-meses-6 depois veio uma resposta manhosamente simpática do pelouro da cultura dizendo não, porque nessa altura estaria a ser montada uma exposição pela própria câmara. E tal e coiso, ofereciam-nos outros espaços, blá, blá, blá. Ora nós pretendíamos a torre, antiga sede da ASPA da qual fomos expulsos no tempo de m. machado, pelo simbolismo que para nós aquele espaço representa, e tal foi-nos negado. Apesar de a ASPA pertencer ao conselho cultural municipal e de ter sido medalhada por esta vereação, foi desrespeitada, foi desconsiderada. Da tal exposição que a cmb vai organizar vimos uma encenação reles, feita à pressa, para pretender mostrar que estavam a trabalhar (um escadote, plásticos e não sei que mais pelo chão, mais 2 esquemas em papel sobre a ocupação de 2 andares). Não quero classificar este comportamento da CMB, que não ultrapassou a sua “primavera marcelista”. Apetece-me apenas escrever: MAS TU, EXÍLIO, PERSISTES!
Em tempo: realizamos a conferência de imprensa na Torre de Menagem devidamente autorizados pela câmara. E devo acrescentar que a cmb tinha todo o direito em negar o espaço para a exposição por nós pretendida. O que me indigna é a demora de 6 meses para dar a resposta, o que nos obrigou a alterar a programação. Mas, felizmente espaços com qualidade e generosidade em Braga não nos faltam. Andamos no terreno há 40+1 anos, somos o que sempre fomos e há uma cidade que sabe com quem conta, que nos respeita”, desabafou Henrique Barreto Nunes.