“Deixem as pessoas trabalhar”. Fernando Alexandre garante que mais de 75% dos exames nacionais já estão corrigidos

O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, foi recebido ontem à tarde em Coimbra com protestos liderados pela Fenprof contra o alegado “caos” nos exames nacionais. À margem do aniversário do Instituto Politécnico de Coimbra, o governante desvalorizou as críticas sindicais, pediu que “deixem as pessoas trabalhar” e garantiu que a avaliação das provas decorre de forma controlada, revelando que mais de três quartos dos exames já se encontram corrigidos.
O ambiente à entrada para o Convento São Francisco, em Coimbra, ficou marcado pela contestação. Cerca de meia centena de manifestantes, compostos maioritariamente por elementos da Federação Nacional dos Professores e de outras estruturas sindicais, aguardavam a chegada do governante.
O objetivo da concentração passava por entregar uma carta ao ministro, alertando para o que classificam como sendo o “caos dos exames nacionais”, sublinhando de que a situação atual do processo de avaliação não se trata de um mero acidente de percurso. Empunhando cartazes e com o auxílio de um megafone, os manifestantes entoaram palavras de ordem como “Por trabalho decente, Coimbra está presente”. Apesar do aparato, o protesto não foi suficiente para deter a entrada de Fernando Alexandre na cerimónia do 47.º aniversário do Politécnico de Coimbra, onde marcou presença como orador convidado.
Foi à saída do evento oficial que os jornalistas confrontaram o ministro da Educação com as preocupações levantadas pelos sindicatos de professores e com o cumprimento dos prazos estabelecidos.
Fernando Alexandre procurou transmitir uma mensagem de calma e normalidade institucional, assegurando que o Governo tem “milhares de pessoas a trabalhar” de forma ininterrupta e comprometida com os prazos estipulados para a publicação das notas.
Para além do tema quente dos exames nacionais do ensino secundário, a deslocação do ministro serviu ainda para clarificar a visão do Executivo quanto ao futuro do mapa do ensino superior em Portugal.
Durante a sua intervenção na cerimónia do Politécnico de Coimbra, Fernando Alexandre deixou uma garantia clara aos reitores e presidentes dos politécnicos: o Governo não tenciona impor qualquer fusão de instituições de ensino superior ou de centros de investigação. O ministro da Educação, Ciência e Inovação defendeu firmemente que quaisquer eventuais processos de integração devem ser orgânicos e resultar exclusivamente da iniciativa das próprias entidades académicas e científicas.
